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Dinâmica da Inflação no Brasil e os Efeitos Globais

Revista Economia, Volume 11, Número 3, Setembro/Dezembro 2010, Páginas 649-670

publicado: 03/12/2010 11h00 última modificação: 22/06/2015 17h17

Por Márcio Holland e Rogério Mori

Neste trabalho é discutida e testada a hipótese de que fatores globais têm alterado os parâmetros do processo inflacionário doméstico, ou ainda, é testado se o hiato do produto doméstico tem perdido importância relativa na definição da curva de Phillips, tornando-a mais achatada. Uma conseqüência de tal eventual fenômeno se associa diretamente às decisões dos Bancos Centrais em controlar a inflação com regras de políticas monetárias exclusivamente domésticas. As estimações apresentadas mostram-se robustas, indicando que a curva de Phillips potencialmente tem se tornado mais achatada para o caso Brasileiro, com uma redução do coeficiente do hiato do produto doméstico próximo a 30% em algumas estimações, quando controlado pelo hiato do produto estrangeiro. Tais evidências empíricas são reforçadas pelo preponderante papel desempenhado pelo desalinhamento cambial sobre o processo inflacionário brasileiro. Isso não implica necessariamente que o trabalho dos banqueiros centrais seja menos relevante. Na verdade, as evidências apontam que seu trabalho deve ter sido facilitado pela maior integração dos mercados globais, em condições de maior liquidez e crescimento mundial.