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Sinalização de Política Monetária e Movimentos na Estrutura a Termo da Taxa de Juros no Brasil

Revista Economia, Volume 12, Número 1, Janeiro/Abril 2011, Páginas 71-90

publicado: 01/04/2011 13h50 última modificação: 22/06/2015 17h16

Por Márcio Holland de Brito,Clemens Vinicius de A. Nunes e Cleomar Gomes da Silva

O objetivo deste artigo é examinar como as decisões de taxa de juros básica no Brasil (um forte mecanismo de sinalização em política monetária) afetam a estrutura a termo da curva de juros. Diferentemente de outros trabalhos sobre o caso brasileiro, este avalia a evolução da previsibilidade das decisões de política monetária após a introdução do regime de metas de inflação e, também, compara esta evolução com outros países. A metodologia utilizada é um estudo de eventos em dois períodos distintos: entre jan/2000 e ago/2003, após a introdução do regime de metas de inflação, e entre set/2003 e jul/2008, quando o regime de metas atinge certa maturidade.

Os resultados indicam que:

1) os efeitos surpresa na curva de juros estão menores;

2) o poder explicativo das ações de política monetária aumentou;

3) o mercado tem efetuado o ajuste das expectativas de decisão sobre a taxa de juros com antecedência de três dias;

4) os efeitos “surpresa” observados ao longo da curva de juros estão próximos daqueles observados nos EUA e Alemanha, mas superiores ao caso italiano e britânico. Assim, estes resultados indicam que as expectativas do mercado de renda fixa estão mais bem ajustadas à condução da política anti-inflacionária do Banco Central.

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